Este evento já ocorreu.
As inscrições estão fechadas.

A Ideia do Ator

Inserido no É-Aqui-in-Ócio - Festival de Teatro na Póvoa de Varzim, uma formação dirigida a todos os que desejam aprofundar os seus conhecimentos na área da representação, dramaturgia e encenação.

Veja toda a programação do Festival em www.varazimteatro.org também em www.facebook.com/varazimteatro

 

dias 28 e 29 de Setembro
Workshop de Interpretação (10h)


A IDEIA DO ATOR
por Nuno Pino Custódio

 

Calendarização:

domingo (28) das 10h às 12h e das 14h às 19h

segunda (29) das 20h30 às 23h30)


Valor para não sócios do Varazim: 50€
Valor para sócios do Varazim: 35€

destinatários: todos que desejam aprofundar os seus conhecimentos, sobretudo nas áreas da interpretação, dramaturgia ou encenação

 

A IDEIA DO ACTOR (sinopse do Workshop)

A partir de quando se está em "situação de actor"? O que é concretamente uma acção? Como distinguir um objectivo e um conflito? Personificar ou despersonalizar? Como abordar a criação sem depender do impulso prévio da escrita? Qual é, na verdade, a ideia, a essência, a necessidade do teatro, numa sociedade hiperconsumista?

A partir de práticas, jogos e exercícios, Nuno Pino Custódio procura reenquadrar o trabalho do actor num propósito actual, concreto e pertinente, visando encorajar os participantes a descobrir uma singularidade para o seu percurso: a sua própria sabedoria.

 

Notas Biográficas do Formador:
Nuno Pino Custódio nasceu em Lisboa, em 1969. Desde praticamente o começo de uma actividade iniciada aos vinte anos, desenvolve e sistematiza uma metodologia de interpretação com máscara, logo que colheu os primeiros ensinamentos com Filipe Crawford, na extinta Meia Preta (1990). Fundou, pouco depois, o Teatro Experimental A Barca, onde pôde, com as suas primeiras encenações e aulas, explorar de forma concreta a relação interdependente entre “ver” e “fazer”, cuja máscara, o seu sistema de interpretação, se constituía, por si só, como um extraordinário formador. Foi também aluno de Ferruccio Soleri (2000) e Mario Gonzalez (2008). O primeiro, trazendo consigo a abordagem estética da *Commedia dell’Arte* reinventada pelo Piccolo Teatro di Milano; o último, fundador da disciplina Masque no Conservatoire National de Paris e ainda pedagogo e teórico. Como encenador, a sua actividade não se dissocia da própria dramaturgia que cria, uma “dramaturgia do ver”, como prefere definir, nem tão-pouco da escrita. Entre o Teatro Experimental A Barca, a Companhia do Chapitô, a FC – Produções Teatrais, o Teatro das Beiras, o Teatro O Bando, o Teatro Meridional, o Teatrão, o Teatro do Montemuro, o Teatro Oficina ou a ESTE – Estação Teatral, conta com mais de quatro dezenas de criações, muitas de sua autoria, outras em regime de co-criação, onde a centralização do trabalho do actor (na perspectiva de uma *representação total*), e a improvisação, como ferramenta de pesquisa e criação, se fundem com o vasto território de uma disciplina com máscara e desenvolvem toda uma intervenção que converge para uma linguagem própria, específica, dita “do teatro”. 
A inquietação que está inata em cada uma das suas encenações ou aulas é a de conseguir expressar o teatro, enquanto arte, como necessidade insubstituível.

 

 

Gravado com Sucesso.